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São Sebastião
Como
alguém que jazesse, está de pé,
Sustentado por sua grande fé.
Como mãe que amamenta, a tudo alheia,
Grinalda que a si mesma se cerceia.
E
as setas chegam: de espaço em espaço,
Como de seu corpo desferidas,
Tremendo em suas pontas de aço.
Mas ele ri, incólume, às feridas.
Num
só passo a tristeza sobrevém
E em seus olhos desnudos se detém,
Até que a neguem, como bagatela,
E como se poupassem com desdém
Os destrutores de uma coisa bela.
Autor:
Rainer Maria Rilke
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